A verdade é que, de acordo com o propósito de Deus, as coisas devem acontecer exatamente ao contrário do que propõe o velho ditado. “Aparecer” é a vontade do homem carnal. A velha natureza, impulsionada pelo egoísmo grita sem cessar dentro de nós: “apareça … apareça … apareça …Fama...Fama...”
Em uma sociedade como a nossa – até mesmo na Igreja – quando o ser humano às vezes se transforma em apenas um número (e, quem sabe, até em um zero à esquerda), o desejo do homem em identificar-se e em projetar-se pode alimentar a velha e carnal ânsia de “aparecer”. É aí que tomamos a dianteira nas realizações projetando APENAS – e infelizmente – a nossa capacidade, nossos feitos resultam em nada quando colocados à prova mesmo mediante as lutas e tempestades no reino espiritual, somos tão egoista que não aceitamos o simples fato de cumprir o IDE do Senhor, não temos que aparecer mais do que Deus.

Quando vejo em algumas passagens da biblia que Jesus ordenava para quem ele tinha realizado um milagre, que este mesmo não contasse a ninguem, o que será que Deus acha de hoje em dia que seus milagres viraram moeda de troca em algumas igrejas, existem lugares que se um milagre não for contado por você dentro de 03 meses, eles falam que você esta em pecado.
Ao final do teste, às vezes, damos de cara com o desencanto. A obra de Deus em nós faz com que Ele – e somente Ele – apareça, enquanto nós crescemos espiritualmente. Pois, é necessário que Ele cresça, e eu diminua. Assim, à medida que Cristo vai crescendo em mim eu vou desaparecendo para mim mesmo.
Modificado por:Samuel Silva (MCV).

Texto publicado em 23/03/1985 no – Um dos primeiros artigos publicado no Jornal Atos Hoje